sexta-feira, 20 de fevereiro de 2015

NUNCA MAIS

Quando ele a viu entrar na sala onde estavam as outras meninas, não pode acreditar. Tão jovem, e tão linda... Era como se as outras fossem monstrengas.
     Carmem, a dona da casa, logo percebeu o interesse. Na verdade, a loucura.
     "É sua" disse-lhe ao pé do ouvido. "Pensei apenas em você."
     Nina era o seu nome.
     "Estou me arriscando em ir presa" ela disse. "Veja lá..."
     Na verdade havia outras meninas do mesmo tipo na casa. Mas nenhuma tão jovem. Carmem a anunciava como sua enteada. Pediu a ela para servir um copo de uísque a ele. Tinha a pele muito clara e os olhos cristalinos. Vinha de uma daquelas pequenas cidades serranas... morava com os avós que não tinham como sustentá-la.
     "Carmem, você é maravilhosa."
     Antes de ir para o quarto, Carmem disse-lhe que fosse cuidadoso, ela nunca tinha estado ali antes.
     Ao fechar a porta, ela sentou-se na ponta da cama. Usava um vestidinho de chita e sandálias. Os cabelos presos, lisos... Olhava-o cuidadosamente.
     "Você sabe, não é?"
     De olhos baixos, disse que sim.
     Ele sentou-se em uma velha poltrona ao lado da cama e disse a ela para lhe tirar os sapatos e as meias. Depois, tirou o cinto e abriu a calça.
     "Tire o vestido" ordenou.
     Não usava nada por baixo. Os pelos eram ralos e loiros, um pequeno, discreto tufo no monte de vênus.
     Mandou-a sentar-se e abrir as pernas. Começou a masturbar-se. Masturbou-se até gozar, enquanto ela chorava. Limpou-se no vestido dela e foi-se embora.

     Nunca mais voltou.
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