domingo, 14 de julho de 2013

A MORTE DE BILLY

Então, conseguimos encurralá-lo no fim do desfiladeiro San Antonio. Começava a anoitecer e isso não me agradava. Ele era muito esperto e eu precisava pegá-lo rapidamente. Foi quando o surpreendi deitado entre um arbusto e uma pedra oval quase do tamanho de seu corpo.
       "Baby Sue vai sentir sua falta" eu disse a ele.
        Billy levou um susto e virou-se rápido, pronto para me matar. Atirei duas vezes; dois tiros à queima-roupa no peito. Deixou o colt cair ao lado do corpo.
       "Baby Sue..." ele disse. Logo começou a sangrar pela boca, e estava morto.
       Todos os homens correram e alguns gritavam que eu o tinha matado. Naquele momento em que o olhava ali, estirado aos meus pés, não senti nenhuma glória. Ele me pareceu apenas mais um fora-da-lei morto, mais um pistoleiro que passara a vida toda jogando.
       Foi Cody quem o colocou no lombo do cavalo. Já estava noite e seus braços pendiam, balançando. Sua roupa estava bastante suja e rasgada. Ele não passava de um maltrapilho.
       Na cidade, ao vê-lo, todos fizeram silêncio, não em respeito, mas com receio de que ele não estivesse morto de fato.
       Toda aquela noite eu passei bebendo. O sol não me trouxe nenhuma esperança. Eu estava com trinta, talvez chegasse aos cinquenta. Quem se importava?