quinta-feira, 18 de março de 2010

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Até onde é possível? Te esperei em silêncio, em segredo... Quero beijar os teus pés, lamber a tua resplandecente buceta; dentro dela não tenho lar nem país; nada existe, nem o céu nem as paredes que cercam a tua cama.

Me sinto um vagabundo, um viciado, querendo sentir um ponto de contato, o ponto de contato da tua pele; feito tinta na veia; ópio; eletrochoque; insônia; noites longas; meu corpo em delírio; minha mente perdida; teu corpo em meus olhos; minha noite é um coração batendo; minha noite quer te chamar mas não tem voz; minha noite se incendeia e esvazia-se até não mais sentir a carne.

Sinto falta das tuas palavras, da tua cor, do teu olhar, da ofensa-severina, do teu sexo. Da tua caixinha de segredos.